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14/05/2004: "The Bands Who Were Too Loud!!"
Quinta-feira passada, eu e ela viemos pro trabalho com mala e tudo mais. Afinal de contas, a Caravana Maldita nos aguardava para partirmos com uma horda de amigos (conhecidos ou não!) para o Curitiba Pop Festival. E acreditem, qualquer coisa que eu escreva aqui não fará justiça a quanto essa viagem foi legal. Não me culpem por tentar... Após uma longa viagem no ônibus 2 (que atendia pelo nome de Jesus & Mary Chain, uma das grandes bandas que nunca deveriam acabar -- a temática do nome dos ônibus da Caravana) -- incluindo as paradas nos onipresentes postos / oásis da rede Graal, chegamos a Curitiba. Tava chovendo um bocado, mas felizmente foi a única hora em que choveu durante a viagem toda. Depois de fazermos o check-in, partimos pro Schwarzwald (vulgo Bar do Alemão). Mega-canecão de chopp escuro, um Kassler de deixar qualquer um falando sozinho e as sobremesas típicas. Excelente! Quanto ao festival propriamente dito, tenho que dizer que a organização era bem boa... sem contar que a Pedreira Paulo Leminski é linda! E os shows? Bem, o show do Teenage Fanclub foi lindo, e garanto que fez mais de meia-dúzia de marmanjos enxugar uma furtiva lágrima aqui e ali (o set com Neil Jung foi covardia, pra ficar perfeito só faltou Alcoholiday -- esperamos que eles voltem ao Brasil mais vezes). E como eu disse antes, não dá pra dizer bem o suficiente o quanto o show dos Pixies foi sensacional. Foi uma experiência que vai ficar tatuada no cérebro de todos que estavam lá na hora. Set impecável (tocar Hey quando ninguém esperava!), banda afiada (mesmo que a Kim Deal não seja exatamente a melhor baixista do mundo, mas quem se importa?), e apesar do frio, a galera animada e cantando tudo de ponta a ponta. Foi um longo momento mágico. Outros shows dignos de nota foram o Hell On Wheels, Pipodélica (odeio o nome, mas o som é bem legal), Mombojó, Sonic Junior e a Tríplice Coroa Gaúcha (não é esse o nome, é que é mais rápido que digitar Wander Wildner + Frank Jorge + Flu... droga, escrevi! enfim, só hit do rock gaúcho). Resumindo: esta viagem valeu cada centavo investido, cada choconhaque bebido, cada encontro com os amigos (infelizmente, não deu pra encontrar todo mundo), cada segundo no ônibus (dos que saíram primeiro na volta pro Rio, só o segundo não sofreu nenhum tipo de imprevisto, o que só prova que só Jesus -- & Mary Chain -- salva). Dose vai ser aturar a depressão pós-festival por um tempo... np: "goddess on a hiway", mercury rev
(versão 2.0 ...escrevi um post sobre isso ontem, e misteriosamente desapareceu. Vamos lá, Take 2...)
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